Os cursos de Engenharia estão entre os mais procurados pelos universitários, acumulando mais de 1 milhão de alunos matriculados, segundo o último censo do ensino superior. Nas habilitações, Engenharia Civil lidera com cerca de 18% das matrículas, seguido por Engenharia de Produção (10%) e Engenharia Mecânica (9%).

Para se destacar num mercado tão concorrido, um dos pontos mais importantes é estudar em uma instituição de qualidade. Para isso entenda quais fatores são importantes verificar na hora escolher um curso de Engenharia de qualidade.

"Para quem busca vantagens na hora de conquistar um emprego ou obter oportunidades de desenvolvimento no universo corporativo, a decisão pelo curso e por qual instituição de ensino optar deve levar em conta aspectos como credibilidade da marca, perfil do corpo docente, programa de ensino, investimento financeiro e tempo a ser dedicado aos estudos", diz Renato Soares de Aguilar, Coordenador e Professor dos cursos de Engenharia do Ibmec/MG.

O vestibulando deve basear sua escolha levando em conta o reconhecimento da faculdade no mercado, a infraestrutura oferecida e até mesmo avaliações do Ministério da Educação (MEC). Neste último caso, o MEC divulga anualmente o Índice Geral das Faculdades, que têm a nota de 1 a 5, que considera os Conceitos Preliminares de Curso (rendimento dos alunos no ENADE, infraestrutura e qualidade do corpo docente) e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes). As Faculdades avaliadas com níveis entre 4 e 5 fazem parte do grupo de excelência. O nível 3 é considerado regular e 1 e 2 são conceitos insuficientes.

O Ministério da Educação considera que os cursos avaliados no conceito 3 configuram a média nacional. Porém, um curso com conceito 1 ou 2 não necessariamente significa baixa qualidade ou rendimento ruim. "Teoricamente o que se pode dizer, por exemplo, é que um curso 3 agrega mais valor do que um curso 2", explica a assessoria de imprensa do Inep.

É importante salientar que a nota do ENADE não mede se um curso é bom ou não, apenas avalia se um é melhor ou pior que  o outro.

"O Enade não mede as fragilidades e as diferenças que os alunos carregam na própria formação. A diferença de desempenho que se expressa nos cursos não pode ser explicada só pelo Enade, elas carregam diferenças pré-existentes na formação" diz Luiz Henrique Amaral,pró-reitor de graduação da Universidade Cruzeiro do Sul.

O Inep explica que o Enade é um "conceito relativo" e afirma que a metodologia usada na avaliação não permite, por exemplo, que o Brasil um dia tenha 0% de seus cursos com Enade 1 ou 2."Sempre teremos cursos com conceitos 1, 2, 3, 4 e 5", afirma o órgão, por meio de sua assessoria de imprensa.

"Se pegar todas as edições do Enade, é sempre o mesmo resultado. O que muda é a ordem: alguém virou 2 e alguém virou 1", diz Paula. Especialista em avaliação do ensino superior e avaliador do MEC, o professor Luiz HenriqueAmaral, pró-reitor de graduação da Universidade.

O coordenador Renato dos cursos de Engenharias do Ibmec ainda aconselha "Procure também conversar com professores, alunos e se possível assistir a uma aula nas faculdades que você visitar. Ter professores que são mestres ou doutores, mas também estão no mercado faz grande diferença".

 

Fonte: Seja Bixo e Portal G1